Petrópolis no Rio de Janeiro: onde ficar, comer, passear (parte 1)

Tá pelo Rio de Janeiro e com tempo sobrando? Dá um pulinho em Petrópolis, a terra de veraneio da família real. Se casas históricas e coisa velha te fazem feliz – eu amo -, esse é um bom lugar para visitar. A cidade fica subindo a serra, então é a chance também de pegar temperaturas amenas e tomar um vinhozinho sem suar bicas. Quando fui, rolou até colocar um casaquinho, ó. Chegar de ônibus é bem fácil e rápido. Você pega o transporte na rodoviária do Rio (a passagem é menos de R$ 30) e fica somente uma hora na estrada, que tem uma vista linda (eu acho que vi entre um cochilo e outro).

É um passeio que aconselho demais, super agradável. Proposta para quem quer diminuir o ritmo e descansar. Fiquei só dois dias e deu pra curtir bastante. A cidade exala história, nos casarões bem conservados, nas igrejas, nos museus. Foi muito massa ver onde tantos personagens importantes do império iam passar o verão. Eu circulava que nem uma loka, pensando “meu Deus do céu, a princesa Isabel já caminhou nessa rua, Dom Pedro II pode ter tocado aqui”. Foi lá, também, que Santos Dumond construiu uma casa modelo, encrostada num morro, bem pequena, mas toda moderna. O chapéu e outros objetos dele estão expostos lá. Bem legal mesmo. Fora que as comidinhas são boas: de doces à culinária alemã.

Dia 1 (Segunda-feira)

Check-in na Pousada Imperial Koeller

Curti a lot minha hospedagem. Chegamos por volta do meio-dia, mais cedo que a hora do check-in, e o funcionário da recepção não viu problema em nos acomodar antes. Ele ainda indicou um restaurante barateiro pra gente matar a fome. A pousada fica super bem localizada, na Avenida Koeler, que dá na Catedral São Pedro, bem no centro da cidade. Frederico Koeler, aliás, foi um alemão naturalizado brasileiro que urbanizou Petrópolis, figura importante por lá, tanto que virou nome de rua. O casarão é bonito, sem aspecto de velho, tem uma área com piscina para dias de sol (usei, dei sorte), café da manhã bom e preço justo (pouco menos de R$ 200, em março de 2016, o quarto para casal). E da janela dianteira dá pra ver a casa da princesa Isabel. É só atravessar a rua. Embora não esteja aberta para visitação – virou um prédio de serviço municipal, não lembro de que -, vale circular pelos jardins e interagir com os esquilinhos.

Onde: Av. Köeller, 99, Centro.

Almoço no Restaurante Luigi

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O Luigi fica pertinho da pousada, perto da Praça da Liberdade, que é super central. Dá pra ir andando. Logo de cara você pode achar os preços pouco simpáticos, há pratos individuais de R$ 45, R$ 60. Mas, é só passar para a última página do cardápio e encontrar o menu promocional diário: refeições por menos de R$ 20. ♥ Dica mara do moço da pousada. Meu macarrão ao forno foi R$ 17,90. A lasanha verde de Felipe, R$ 18,90. Muito bem servidos. Pãezinhos com manteiga são grátis. Claro, nada muito leve, nada muito magro. O bolso, no entanto, agradece.

Onde: Praça Rui Barbosa, 185, Centro.

A vista do Trono de Fátima

Passamos pelo posto turístico na Praça da Liberdade e nos demos conta que era segunda-feira. Ou seja, reduzimos nossas possibilidades de passeio para quase zero, já que praticamente tudo na cidade é museu e fecha nesse dia. Lá, nos deram uma listinha providencial com alternativas e entre elas estava o Trono de Fátima, monumento da mesma pessoa que fez o Cristo Redentor e instalado numa parte alta da cidade. A subida leva uns 20 minutos. A imagem é bonita e a vista é legal, mas o percurso é meio esquisito e não tem lá tanta coisa para se fazer quando chega. Se pudesse escolher novamente, talvez tivesse optado pelo Orquidário.

Onde: Rua Monsenhor Bacelar – Quinta do Sol, s/n, Valparaíso.

petropolis-8162_mFoto: destinopetropolis.com.br

Lanchinho na Doces Húngaros

Depois de uma caminhada monstra, eu merecia um agrado. Tinha lido sobre esse lugar e só sosseguei quando paramos lá. E…uau. Queria mais tempo em Petrópolis para ir novamente e provar outras coisas do menu. Todos os doces custam R$ 8 e os que escolhemos estavam deliciosos, vide foto abaixo (um folhado com chocolate). O strudel de Felipe estava bem bom também. Ele comeu o clássico, de maçã, mas têm vários outros sabores e até opções diet. A loja é de uma família da Hungria que veio para cá fugindo da Segunda Guerra e sobreviveu vendendo docinhos típicos. Imperdível, viu?

Onde:  Rua Marechal Deodoro, 94, Centro.

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Andar pelas redondezas

À noite, fomos passear pela e ver a iluminação da cidade. A Catedral de São Pedro estava bonita, mas me decepcionei com o Palácio de Cristal: todo apagado, uma pena. A fábrica da cerveja Boêmia é bonita de fora. O passeio para conhecer a estrutura custa R$ 50, se não me engano. Como já fui em cervejarias, resolvi economizar esse din din.

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Dica: Começou a chover no meio do passeio e a gente tava com vontade zero de procurar restaurante. Então, voltamos no Luigi, do almoço, e nos servimos do bufê de antepastos no quilo que eles oferecem (queijos, frios, saladas, pãezinhos diferentes). Compramos um vinho lá mesmo e levamos para a pousada. Deu menos de R$ 50 já com a bebida. Achei bom por demais. 🙂

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Esse foi um dia econômico, para gastar no outro, em um restaurante LINDOOO queria conhecer. E aí, curtiram?

Milenna Gomes

Criadora do NSC, Milenna é jornalista de gastronomia e mestranda em história da alimentação na Universidade de Coimbra. Recifense vivendo em Portugal. Críticas e sugestões: contato@naoseicozinhar.com

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