Papillote de bacalhau

Tô precisando levar comida para o trabalho porque não tem bolso que aguente almoçar em restaurante todo dia, né? Aí tenho recorrido a ela (não, não é à minha mãe): a velha e boa – no meu caso, nem sempre – marmita. Porque quentinha é vida, quentinha é amor, quentinha é sinônimo de dinheiro sobrando pra comer de sobremesa a torta de morango do celve-selvice da esquina. Preciso de alguma felicidade depois de tanto sofrimento alimentar, #pelamor. Comer da minha comida todo dia tem sido um estímulo e tanto ao regime. Na segunda e na terça até saem uns pratinhos bonitinhos, mas da quarta em diante é o que tiver na geladeira. Já cheguei a levar feijão verde, carne e, por preguiça de cozinhar o arroz, inhame. #quemnunca? Além da disposição, falta tempo também, né galhere? Por isso venho por meio desta ensinar uma receitinha boa, bonita e saudável. HAHAHA Me achando a blogueira de culinária! Mas, é sério. O babado fica bom e ainda tem nome bonito. O conceito é basicamente este: pega papel manteiga ou alumínio, bem no meio coloca uma posta de qualquer peixe da sua preferência, joga os temperos por cima (o que tiver, mas com bom senso), embala e põe no forno pra assar numa assadeira. O vapor de dentro do pacotinho é o que cozinha o peixe. Tem erro não. Até se você deixar passar do ponto rola a desculpa de os sabores ficarem mais concentrados. Aconteceu comigo. kkk  Meu papillote foi de bacalhau com cebola roxa, alho, manjericão, alecrim, suco de meio limão, azeite e nozes picadas pra pagar de phyna {sobraram da cesta de Natal e eu tô procurando uso}. Pode fazer que eu garanto. É fácil, rápido e não suja panela.

Milenna Gomes

Criadora do NSC, Milenna é jornalista de gastronomia e mestranda em história da alimentação na Universidade de Coimbra. Recifense vivendo em Portugal. Críticas e sugestões: contato@naoseicozinhar.com

1 Comentário

  • Responder fevereiro 24, 2013

    Rafaella Magna

    Amiga, fiquei orgulhosa de tu! Que receita linda! Me deu água na boca!!!

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