Eu tenho salvação

Eu sei que até uma criança tem mais jeito com a mão na massa do que eu, mas tô melhorando. Quando plutão se alinha com a terra em noite de eclipse  no último dia de fevereiro de um ano bissexto eu acerto uma receita. Diz “duvida”! Depois do desastre que foram aquilo que, teoricamente, poderiam ser chamados de cupcakes, eu continuei me aventurando na cozinha do boyfriend no final de semana (só tenho tempo para cozinhar esses dias, minha gente). E não é que obtive um relativo sucesso?! Íamos receber amigos para uma cervejinha e  não poderíamos deixar o pessoal passando fome, né? Então, além daqueles velhos petiscos improvisados de quem faz as coisas de última hora, inventei que iria peraparar esses grissinis que vi no blog Na Minha Panela.Adoro esses babados, people. Me jogo, liiiiinda, neles quando encontro nos restaurantes da vida e achava que eram uma equação para fazer. Quando vi que não, deixei na manga caso precisasse.  São muito fáceis de fazer e gostosos, diga-se de passagem. Fora que quebram um gaaaaalho! Eu fiz assim, como não tinha o fermento fresco (aqueles para pão) que o Na Minha Panela usou, tasquei o seco mesmo. Aí fiquei com medo de alguma coisa dá errado por causa disso, né? Não seria a primeira vez – tenho mania de “adaptar” receitas quando não tenho os ingredientes, tipo trocar chocolate em pó por achocolatado, salsa por coentro ou extrato de tomate por ketchup, e criar uma gororoba. Se você deu uma risadinha é porque se identificou. haha Então tive a brilhante ideia de misturar a quantidade de ingredientes dessa receita com o passo a passo desta aqui, do blog Homem na Cozinha, que levava o fermento em pó.

Ficou assim:

Ingredientes

500 g de farinha de trigo (quatro xícaras, mais ou menos)

20 g gramas de fermento seco (1 colher de sopa)

200 ml de água morna

1 colher (chá) rasa de sal

1/2 colher (chá) de açúcar

4 colheres (sopa) de azeite

gergelim a gosto

Preparo

Coloquei o trigo sobre uma superfície lisa, fiz um montinho e abri um buraco no meio. Joguei o fermento e misturei tudo. Depois acrescentei o açúcar e o sal. Mexi. Aí fui jogando a água morna até virar uma massa grudenta, botei o azeite e comecei a maltratar a bichinha. Bati, amassei, joguei de um lado para o outro e depois deixei ela se recuperar por 30 minutos. Já descansada, parti pedaços dela e abri com uma garrafa de vidro devidamente asseada. Isso mesmo, não tem rolo na casa do boy. hahaha Cortei tiras na espessura de um lápis, as umideci com água e grudei o gergelim nelas. Foram para o forno até ganharem crocância.

Arrasei. Servi com um molhinho de alho e uma pastinha de queijo. Não sobrou um gergelim para contar a história. Morri de orgulho de mim. kkkkk

Fotos de Felipe Peres Calheiros, que conseguiu deixar meus grissinis mais bonitos do que já estavam.:D

 

Milenna Gomes

Criadora do NSC, Milenna é jornalista de gastronomia e mestranda em história da alimentação na Universidade de Coimbra. Recifense vivendo em Portugal. Críticas e sugestões: contato@naoseicozinhar.com

3 Comentários

  • Responder abril 6, 2011

    Katy

    A-H-A-S-O-U!!!!
    O problema é que o coitado do Plutão que nem é mais planeta só volta a se alinhar com a terra em noite de eclipse no último dia de fevereiro de um ano bissexto daqui a uns 18 ou 19 anos de novo né? provavelmente num dia 31 de fevereiro…. kkkkkkkkkkkkkk

    Mas brincadeiras a parte, esses blogs de gastronomia salvam muito a vida da gente nessas horas! Tem um que eu adoro, o Panelaterapia (http://www.panelaterapia.com/)passei horas rodando por ele quando descobri…

    Beijos!

  • Responder abril 7, 2011

    Carol

    Posso dar uma dica? Se possíveeel, quando tu fizer as receitas, fotografa o passo-a-passo, flor!!

  • Responder abril 11, 2011

    Luana

    Amigaa… adorei a receita! Fiquei com muita vontade de comer esses palitinhos (nunca imaginei que o nome certo fosse tão chique). Vou tentar colocar em prática!

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